Por mais livros em línguas indígenas

Esta publicação serve de apoio à oficina de diagramação organizada pelos coletivos Diversidades em Espiral e Eparreh.

magazine made with scribus

I A FUNÇÃO DOS LIVROS PRODUZIDOS PELOS INDÍGENAS

Uma das formas de reconhecimento dos povos indígenas ocorre por meio do registro dos seus conhecimentos, principalmente em áudios, vídeos e livros. Como muitas dessas populações são de tradição oral, grande parte dos não indígenas sequer tem ideia de como esses saberes têm contribuído para as ciências. Por essas razões, a confecção de acervos próprios das comunidades indígenas têm um potencial duplo:

  1. O primeiro deles e, talvez o mais primordial, vem a ser o fortalecimento da cultura, através da reaproximação das gerações mais novas com as antigas e da escolarização com recursos didáticos autênticos, produzidos dentro da própria comunidade;
  2. O segundo potencial é o de impulsionar uma sensibilização, que pode surgir a partir da divulgação desses materiais para os não indígenas, estimulando relações mais respeitosas entre não indígenas e indígenas. Os escritores e escritoras de Literatura indígena protagonizam uma cena importante nesse aspecto, com apoio de editoras independentes, como a Pachamama, por exemplo.

Como os modos de registro acompanham as mudanças tecnológicas, há tentativas ousadas de acervos indígenas com o que há de mais avançado como no caso, por exemplo, da capacitação de indígenas para a produção audiovisual e desenvolvimento de aplicativos móveis, como nos projetos Vídeo nas Aldeias (UNESCO-BR), Aikuma (Social Good Fund-EUA) e Laboratório Victor Franco (CIESAS-MX) Mas muitas outras tentativas têm esbarrado num desafio posterior: o da circulação desses produtos dentro das comunidades indígenas que, na maioria das vezes, ainda não possuem conexão de internet, ou microcomputadores suficientes para usufruir e aprimorar esse tipo de ações.

Principalmente por este desafio de circulação, a confecção de pequenos livros de leitura ainda cumpre um papel decisivo na valorização dos saberes indígenas dentro e fora das aldeias, em cumprimento aos artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 1996):

  • O artigo 78 da LDB aponta para o desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa com vistas à oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos povos indígenas, com os objetivos de proporcionar aos índios, suas comunidades e povos a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades étnicas e a valorização de suas línguas e ciências, assim como de lhes garantir o acesso às informações e conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias;
  • No artigo 79, declara-se que os sistemas de ensino têm que ser apoiados pela União no provimento da educação intercultural, com programas integrados de ensino e pesquisa planejados com audiência das comunidades indígenas, tendo por objetivo fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade, formar pessoal especializado, desenvolver currículos e programas específicos que incluam as culturas das respectivas comunidades e elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e diferenciado.
kabari teepa aruma poapoa

Livro plurilíngue produzido pelas comunidade Cabari (AM)

II. FERRAMENTAS PARA PREPARAR LIVROS

Após um texto ser terminado e devidamente revisado, ele deve passar por uma preparação dentro de um projeto editorial para, então, ser publicado. O processo de preparação costuma ser chamado de diagramação. De modo geral, é nessa etapa que as caixas de textos se organizam junto de ilustrações, com a escolha das cores e fontes adequadas aos leitores. Vale lembrar que não é necessário ter um computador com internet para confeccionar um livro, porque formatos como os fanzines e, mais recentemente, os livros cartoneiros, são boas alternativas, baseadas em técnicas de costura, dobradura e reciclagem. Mas a intenção dessa publicação é a de divulgar algumas ferramentas úteis para esse preparo dos textos e ilustrações, com o uso do computador e da internet.

 

 

 

 

 

 

III RASCUNHANDO

Antes de mais nada, a boa e velha folha em branco acompanhada de uma ŕegua formam o kit imprescindível para planejar o projeto editorial, levantando número de páginas, quantidade de textos e ilustrações, número de línguas utilizadas, medindo exemplares de livros já impressos, etc. Este tópico das línguas é de grande relevância quando o assunto é livros indígenas. Frequentemente, há projetos nacionais que financiam livros bilíngues, no intuito de facilitar o aprendizado da língua oficial nas comunidades indígenas. Isso têm ocorrido em países como Paraguai, Bolívia e Peru, nos quais até pouco tempo atrás, mais da metade da população não escrevia em espanhol. Enquanto isso, há comunidades que optam por livros monolíngues, ou ainda plurilíngues. Os princípios da comunicação popular costumam auxiliar na elaboração de um projeto editorial mais agradável a comunidades de tradição oral, que não cresceram comprando jornais de bancas de jornal:

a) pouca quantidade de texto, se comparada a um livro acadêmico, ou a um jornal impresso;

b) fontes em tamanho grande, para que seja acessível aos que tenham dificuldades de visão;

c) muitas ilustrações, de modo que chame a atenção daqueles que ainda não sabem ler.

IV EXTRAINDO TEXTOS E IMAGENS

A luta das comunidades indígenas pela implementação desses artigos da LDB trouxe práticas de escrita nas línguas indígenas, por via da alfabetização em línguas indígenas realizadas por educadores indígenas. Porém, uma das primeiras dificuldades das comunidades indígenas é a de cuidar do acervo de textos, muitos deles pesquisas escritas em línguas indígenas, que vai se acumulando nas escolas indígenas. Aos indígenas e não indígenas, aí está uma tarefa na qual podem muito contribuir: técnicas rápidas de transcrição desses textos.

Quando se fala em transcrição é comum a menção ao aplicativo Cam scanner, que recorta e converte arquivos de imagem em formato PDF. Mas vale a pena tentar usar o Google Keep, que vem a ser uma ferramenta Google Suite sincronizada de modo muito eficaz com Gmail e Drive Google. Após tirar a foto de uma página de texto e abri-la neste aplicativo, há o botão “Grab text from image” (extrair texto de uma imagem) que funciona bem com textos em letra de forma, escritos no formato retrato. Veja o vídeo abaixo:

 

 

 

 

Além dessa possibilidade de transcrição, o Keep pode também auxiliar na organização das fotos e rápido compartilhamento por e-mail com outras pessoas envolvidas num projeto editorial.

Às vezes esquecido, o recurso de captura de tela permite extrair imagens de arquivos de vídeo de alta qualidade para serem utilizadas como imagens de um livro. Por essa razão, caso o processo de elaboração de textos e ilustrações tenha sido filmado, é possível pausar a cena, capturá-la e colá-la num editor de imagens como Paint, Gimp, etc. Nesse caso, é bom se certificar de que o vídeo está em sua resolução mais alta (720, 1080, etc.). A maioria dos teclados dos microcomputadores possuem uma tecla para isso, comumente chamada de Print screen. Esse mesmo caminho pode ser usado para extrair imagens do Instagram.

cabari screenshot

Captura da tela de um vídeo filmado durante uma oficina pedagógica na comunidade Cabari (AM).

V TEMPLATES DE E-BOOKS

Com as imagens e textos já digitalizados, é hora de pensar em softwares para diagramação. Muito conhecido como um aplicativo para a confecção de cartazes de divulgação, o Canva também possui templates (arquivos que já estão preparados com uma organização de cores, fontes e organização dos textos com a imagem, mas abertos para que outro usuário acrescente novos conteúdos) de livros, principalmente de ebooks com receitas culinárias (cookbook) e capas de revistas (magazine covers), que vêm a ser livros de formato relativamente simples, com muitas imagens e pouca quantidade de textos. É importante conhecer também as palavras-chave em inglês, porque há muito mais material gratuito em sites de língua inglesa do que em português e isso também vale para o buscador do Canva. Embora os templates disponíveis de modo gratuito sejam arquivos com poucas páginas, eles trazem partes fundamentais do livro: capa, sumário, caixas de textos e ilustrações preparados todos dentro de um mesmo projeto editorial.

Vale destacar que todos os textos e imagens podem ser guardados num projeto do Canva, que pode ser aberto de qualquer computador com internet. Mas é sempre bom lembrar que a revisão dos textos já deve ter sido terminada, em editores de textos como Bloco de Notas, Word, Br Office, LaTeX, Google Docs, ou no próprio WordPress. O Bloco de Notas é excelente para limpar todas as formatações anteriores, sendo um dos mais adequados. A vantagem do Canva é a possibilidade de também compartilhar o projeto editorial com outros usuários e poder exportar o livro para o formato PDF.

Outra ressalva importante: sites como o Canva sempre vão nos oferecer um pacote Premium, pago, prometendo maiores possibilidades de diagramação. Essa é a mesma lógica de outros aplicativos como o famoso Indesign, que faz parte Adobe Creative Suite. A melhor estratégia é sempre explorar as opções gratuitas desses sites até o limite para praticar, aprimorando o olhar com os templates oferecidos. A opção mais completa parece ser a de optar por softwares totalmente gratuitos, que operam em sistema Linux, como o Scribus, provido de quase todas as ferramentas de diagramação do Indesign. Para a edição das ilustrações, ele se comunica com o aplicativo GIMP. Para os que ainda têm medo de sair do Sistema Windowns, é sempre bom lembrar que Ubuntu é igulmente intuitivo, mais leve e, geralmente, menos vulnerável a vírus do que os softwares privados da Microsoft e da Apple.

Alguns coletivos preferem editar somente capas e contracapas em aplicativos como Scribus ou Indesign e buscar templates de miolos de livros em formatos de editores de texto como do BrOffice (odt, ott, etc) e Word (doc, docx, etc).

 

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Livro de matemática na língua dyula (falada em Burkina Faso, Costa Marfim e Mali), diagramado no Scribus.

CONSENSO

Independemente das ferramentas disponíveis, é fundamental alimentar procedimentos participativos ao longo da confecção de um livro indígena. Esta sempre deve ser uma produção colaborativa entre indígenas e não indígenas. Enquanto que os primeiros são os autores, membros da comunidade a ser beneficiada com os resultados finais, estes últimos são os apoiadores, que consultam, escutam e avisam dos riscos, quando necessário. Longe de divulgar aqui estratégias de má fé, os apoiadores podem ter uma função muito positiva na divulgação desse tipo de aplicativos a professores indígenas e demais interessados em usar a criatividade para repassar os saberes da comunidade, fortalecendo a tradição oral por novos meios. Lembrando sempre: todos os textos e imagens estão sujeitos a direitos autorais e qualquer uso indevido, sem consenso da comunidade beneficiada pode desencadear ações na justiça.

Por isso, as ferramentas aqui apresentadas devem ser usadas com aprovação coletiva dos autores dos textos e imagens. Importantíssimo frisar que as tomadas de decisões a respeito do que fazer com esse acervo em cosntrução, deve ser dos autores indígenas, membros da comunidade a ser beneficiada com os resultados dessa ação colaborativa. O acúmulo de experiências e a continuidade de projetos geralmente faz com que não indígenas tenham mais confiança e entrosamento com o ritmo de vida das comunidades indígenas. Essa é a situação ideal, quando se reduzem os ruídos de comunicação e o processo de edição já passa a ser iniciativa das próprias comunidades, desde a transcrição dos dados até a publicação dos seus próprios livros.

PGTA BANIWAPAKO

Assembleia de Jovens Baniwa e Koripako. A digitalização de cartazes produzidos em atividades deliberativas é de grande valia.

 

PRESSBOOKS: COMPREENDENDO A IDEIA DE PROCESSO

Em comunidades que conseguiram, após muitas lutas, a instalação de redes de internet, grupos de comunicadores e professores indígenas passaram a alimentar blogs com notícias sobre as atividades de suas escolas, escrevendo em português e em suas línguas originárias. Os blogs são excelentes para aperfeiçoar as práticas de escrita em línguas de comunidades de tradição oral, porque permitem a edição rápida dos textos. Existem sites como o Pressbooks, que viabilizam a diagramação rápida de livros com a interface parecida com a dos blogs. Nele, é possível criar rapidamente um projeto editorial com capa, sumário, capítulos e contracapa, valendo-se de templates já disponíveis. Embora as opções de templates não sejam muito variadas, o Pressbooks rapidamente exporta o projeto editorial nos formatos pdf e epub.

epub photo

A extensão .epub gera arquivos de e-books que também podem ser abertos em tablets, celulares e kindles.

Assim, é fácil compilar as postagens de um blog e formar um livro digital em pouco tempo numa só ferramenta. Para os que já demonstram interesse pelos softwares livres, o pressbooks, assim como o scribus, permite aos usuários o acesso às linhas de comando de programação do aplicativo e, à medida em que vão se familiarizando com elas, podem editar os livros progamando. Uma inovação desta ferramenta é o gerador de glossários, que abre a possibilidade de atender uma demanda complementar de registro: a dos dicionários em línguas indígenas, nos quais podem ser organizadas informações especializadas sobre a biodiversidade manejada num território indígena, por exemplo.

 

REFERÊNCIAS DE TEMPLATES E DE LIVROS INDÍGENAS JÁ PUBLICADOS:

 

Acervo do ADLI (CIESAS-México)

Acervo da Revista Leetra Indígena (DL-UFSCAR)

Acervo de livros indígenas digitalizados (LEMAD-USP)

Cartilha de Agricultura Urbana (coletivo EPARREH)

Exemplo de livro editado no Pressbooks

Exemplo de fanzine produzido pelo (coletivo Urucum-milharal)

Publicações da editora Pachamama

Templates de arquivos feitos no scribus

Tutorial de fanzine digital no scribus (Colectivo Cultura errante)

Inovação educacional: experiências latino-americanas de ruptura do paradigma colonialista

Por Antônio Neto

 

Apresentação

 

A independência econômica e o desenvolvimento local como resultados da participação social na gestão democrática dentro e fora de escolas, têm constituído  processos sociais de consolidação de aspirações comunitárias na América Latina. A contribuição dessa oficina organizada pela APEESP e destinada especialmente aos professores de idiomas vem a ser, então, político-pedagógica, fornecendo troca de experiências oriundas de países latino-americanos a respeito de tentativas diárias de ruptura do paradigma colonialista da escolarização convencional.

Raízes históricas e problemáticas

 

I O que os estudantes relatam ter aprendido nas aulas de espanhol?

II O que é preciso para oferecer ensino de espanhol da forma como você gostaria que fosse?

III Quais temas os estudantes costumam trazer nas aulas? Essas tendências poderiam ser incorporadas?

 

O artigo 206 da Constituição Federal do Brasil, de 1988, traz o princípio da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, amparando juridicamente esse tipo de questionamentos em prol de um planejamento democrático. Entretanto, a conduta mais comum dos órgãos do Executivo brasileiro e de outros países latino-americanos, no entanto, vem sendo acentuar controles, criar obstáculos e buscar a homogeneidade da educação escolar, tolhendo a criatividade e especialmente desrespeitando as características próprias de cada local, dos corpos docentes e das populações às quais a escola, coletivos, núcleos, etc. devem servir, fixando calendários uniformes, horários de funcionamento, temas que compõem currículos e até mesmo orientações pedagógicas e procedimentos de avaliação que se impõem aos docentes.

N-based education, e-larning…

E quando a gamificação se tornar rotina nas escolas? A Antropologia, a Linguística e a Pedagogia trouxeram provocações importantes referentes à escolarização moderna. Educação inovadora não significa formar empreendedores nas escolas, nem tecnologia de ponta a todo momento.

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(Atividade com a máquina semântica, realizada em evento do coletivo EPARREH)

 

Essa ironia sobre as tecnologias quer evidenciar que, para além de aspectos curriculares, disciplinares e metodológicos, a principal chave de interpretação para a inovação é político-pedagógica. Ela diz respeito a quem decide numa comunidade escolar sobre o que se quer executar.

Esses movimentos impositivos que tendem à homogeneização podem ser identificados em diversas políticas públicas de países latino-americanos, principalmente nas muitas reformas educacionais que ocorreram durante os séculos XVIII e XIX, nas quais uma elite intelectual tomou a frente para decidir, em muitos casos, por uma população inteira. Em resposta a essa tendência, que tem sido chamada de paradigma colonialista da educação, muitas experiências locais apontam alguns princípios que fomentam a ruptura dessa rotina da realidade educacional:

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(Mapa mental produzido por estudantes da Licenciatura indígena da UFAM a partir de uma reflexão sobre as fontes de conhecimento para a educação escolar indígena)

 

A) a história das ideias de inovação e reforma surgem no marco do movimento europeu da Escola Nova, que priorizam a observação nos aprendizados das pessoas e não no que se quer ensinar, além de uma contínua revisão do que se convencionou chamar de educação tradicional, marcada por sanções muito severas aos estudantes. Vale chamar atenção para autores como Ferrer i Guardia, Freinet e Paul Robin;

B) os educadores são articuladores e não meros transmissores de conteúdos e comportamentos;

C) há fluidez entre educação formal e não-formal, entre intercâmbios de experiências de pessoas de distintas origens e trajetórias, sendo a educação de adultos um caso emblemático;

D) há pesquisas e publicações próprias da comunidade escolar, trazendo importância histórica para os processos de educação de adultos e de comunicação popular;

E) principalmente, todos os recursos e tecnologias podem se tornar didáticos, dependendo da habilidade de integração dos coletivos envolvidos. Esse tipo de mobilização por mudança nas formas de educar podem também incorporar e legitimar práticas tradicionais ou ainda categorias nativas de pensamento de um povo.onde há apropriação dos recursos do próprio território, parece haver inovação. E daqui se chama inovação o conjunto de movimentos sociais em busca da ruptura do paradigma colonialista. Vale, então, destacar que a inovação educacional, dentro dessa acepção, se diferencia das reformas educacionais e ultrapassa a noção atrelada às tecnologias e infra-estruturas ditas avançadas.

Campanha de sensibilização filmada na escola indígena Baniwa Koripako Pamaali (EIBK)

De fato, há muitas possibilidades da inovação: na estrutura física, no uso dos recursos(alimentação, fontes de conhecimentos, fontes de renda) e, especialmente, na mudança de atitudes em prol da participação social. O que há de comum em meio a esas possibilidades identificadas nessa oficina é a natureza oposta à reforma educacional, formando um par que configura forças de mudanças educacionais. Por essa razão, independentemente da ações planejadas pelos governos sem consulta das comunidades escolares, cabe ao professorado avaliar as melhores oportunidades para realizar o inverso e, seguramente, as associações de professores de espanhol têm sido exemplares no Brasil, através das campanhas #ficaespanhol  por todo o Brasil.

MAPA DO MEC COM AS ESCOLAS RECONHECIDAS COMO INOVADORAS:

http://simec.mec.gov.br/educriativa/mapa_questionario.php

 

REFERÊNCIAS:

 

GHANEM, Elie. De cima para baixo: políticas educacionais em São Paulo.

https://otra-educacion.blogspot.com/

https://malhafinacartonera.wordpress.com/2017/05/10/o-passo-a-passo-cartonero-da-malha-fina/

https://educacaointegral.org.br/glossario/

https://campossalles.wordpress.com/

 

Semântica na Escola

O coletivo Diversidades em Espiral está apoiando o Projeto Semântica na Escola, recém aprovado pelo Edital Aprender na Comunidade da Universidade de São Paulo:

Alunos de graduação, interessados em aplicar conhecimentos de linguística na sala de aula, podem se inscrever para participar como monitores bolsistas do Programa “Aprender na Comunidade”, no projeto “Semântica na Escola”.

Período de inscrição: de 25/03 a 15/04

Data da entrevista: 15/04 a partir das 13:00hs, na sala 133 do prédio de Letras (FFLCH-USP).

Local de inscrição: Secretaria do Departamento de Linguística (FFLCH-USP)

Número de vagas: 2 (duas)

Valor da bolsa: R$ 400,00 mensais

No ato de inscrição:

  1. O aluno deverá informar seu nome e e-mail.
  2. Entregar uma carta de intenções onde explicite seus interesses acadêmicos e suas expectativas em relação ao projeto.
  3. Os itens 1 e 2 deverão também ser enviados para o e-mail mmfreitas@gmail.com até a data máxima para a inscrição.

Requisitos:

  • O aluno interessado deverá ter cursado, no mínimo, quatro semestres da graduação em Letras, preferencialmente com habilitação em Linguística.

Funções dos monitores bolsistas:

  • Participar das reuniões de planejamento e avaliação;
  • Auxiliar na aplicação de atividades e jogos em sala de aula;
  • Elaborar relatórios sobre essas atividades.

A intervenção em sala de aula será quinzenal e as reuniões, para planejamento e entrega de relatórios, serão também quinzenais, intercaladas com as intervenções em sala de aula. O calendário será definido em conjunto.

Detalhes do projeto: projeto aprender na comunidade

Até lá!

Marcela Freitas & Lucas Ciola

Mestrandos da Pós-Graduação em Linguística

Drª Ana Müller

Docente da Pós-Graduação em Linguística-USP

Apoio: Coletivo Diversidades em Espiral.

Arte urbano y lenguas indígenas

Mucho se habla de las lenguas amenazadas, casi siempe en el tono pesimista de que parece que hay espacios restringidos, demasiado cerrados, para cada una de las lenguas del mundo. Pero, cuando nos dejamos llevar por la creatividad, las lenguas transpasan las fronteras impuestas como la norma, la escuela, e incluso los Estados nacionales. Las prácticas del Street Art han sido muy significativas en Latinoamérica. En la tierra donde se respira lucha, se crearon diversas tradiciones, quizá influídas por las vanguardias surrealistas. Es el ejemplo de los muralistas mexicanos y chilenos.
Hace poco tiempo algunos artistas encontraron en intervenciones derivadas de estos muralismos, un espacio de visibilidad para los pueblos originarios y sus luchas.
 

Lengua kakchikel, en Guatemala

En Brazil hay prácticas que derivan del movimiento llamado “pixação”, como los graffitis del reconocido artista Crânio y muchísimos otros. La artista Ya!, por ejemplo, dibuja especies de plantas en riesgo de desaparición y parejas indígenas, de diferentes pueblos originarios. En uno de sus trabajos, en una escuela secundaria pública de São Paulo, hay un mensaje en nheengatu, una de las más de 200 lenguas habladas en Brasil. En este mensaje, un pedido para que las guerras desaparzecan y que, inversamente, para que la pasión florezca: inde remusuri se piá, lo puede significar “alegraste mi corazón”…

Yá! São Paulo Brasil
Con el reto de tornar la ciudad más colorida, los dos integrantes del movimiento boliviano Kocha se raya también han podido traer cuestiones relacionadas a la diversidad cultural paralos muros. Desafortunadamente, el principal reto es defenderse de las prejuiciosas criminalizaciones, que han creado dificultades para la expresión de la creatividad que se manifiesta en las zonas urbanas.
  La pareja Kocha se raya – Cochabamba, Bolívia

 

Una de las potencialidades del Arte urbano es justo su capacidad de revitalización de temas en el paisaje urbano. Argentina es un país conocido por uno de los más terribles genocidios de los pueblos originarios. El uso de stencil en runasimi (más conocida como lengua quéchua) ha sido muy significativo en el proceso de reversión de los prejuicios hacia los indígenas.

El quichua argentino – Argentina

Además de la preocupación con la lengua bien hablada, con la moral y las buenas costumbres, las lenguas originarias nos enseñan que el camino es la creatividad: arte urbano, graphic novels, cartoneras, animaciones. La capacidad humana de crear nos lleva más allá de las cartillas de lectoescritura…

As línguas do Brasil de hoje

Por Antônio Neto

 

Quantas são as línguas do Brasil? 

Se fossemos responder a isso rapidamente sentiríamos estar em uma enrascada, porque as línguas dependem muito de seus falantes para existir. Isso quer dizer que as línguas podem se deslocar no espaço e não possuem, portanto, um espaço delimitado num país.

Os processos coloniais, por exemplo, sempre fizeram com que línguas muito distantes entre si tivessem contatos e conflitos. No Brasil, por exemplo, temos o caso emblemático das línguas gerais paulista e amazônica formadas com base no encontro da língua dos Tupinambás e Guaranis com o português. Vale destacar aqui que a palavra nheengatu, comumente usada em muitos textos escritos sobre esse tema, só iria aparecer em meados do século XIX, dentro de um projeto nacionalista do Brasil Império, proposto pelo então General Couto de Magalhães.

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Esse tipo de processo histórico fez com que o português falado no Brasil (ou português brasileiro) se distanciasse bastante do português falado pelos portugueses (ou português europeu). Pode-se dizer com certa segurança que estas línguas gerais foram mais faladas que o português nos territórios colonizados por Portugal na América do Sul até a expulsão dos jesuítas, em meados do século XVIII.

Após isso e até os dias atuais, o português foi se tornando obrigatório como língua de instrução para indígenas e não indígenas. Houve, além disso, políticas de embranquecimento da sociedade brasileira, impulsionadas na virada do século XIX para o XX, trouxeram como consequência a presença de muitas famílias falantes de línguas asiáticas e europeias como o árabe, o japonês, o alemão e o italiano.

Então seria melhor refazer a pergunta para algo assim: Quantas línguas são faladas no Brasil? 

Para responder a essa pergunta podemos acessar a um importante trabalho publicado no ano de 2010, o primeiro Censo Linguístico realizado pelo IBGE com base em entrevistas com falantes das línguas identificadas. Gracas a isso temos uma estimativa mais próxima da realidade, que salta aos olhos de muitos brasileiros: 274 línguas indígenas faladas por indivíduos pertencentes a 305 etnias diferentes

Outro fato que merece destaque no início do século XXI é o movimento de co-oficialização de línguas, algo que gera visibilidade a muitas línguas que são desconhecidas pela população em geral. Este tipo de acoes mostram que hoje em dia já não se alfabetiza apenas em português no Brasil, porque as comunidades que se identificam com outra língua possuem o direito de escolher sua língua de instrução, assim como os alunos surdos tem o direito de receber uma educação bilíngue nas escolas públicas e privadas.

 

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Desde meados do século XXI há havido esforços parta documentar toda informação a respeito das línguas no Brasil por instituições públicas ou não, como no caso do IPHAN e do IPOL, respectivamente.

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As imigrações crescentes nos últimos 10 anos têm trazido uma nova dinâmica para cidades como São Paulo e Manaus. Novas funções também surgem para o português falado no Brasil, agora também como língua estrangeira. Instituições supranacionais como a ACNUR tem oferecido apoio a essas populações, mas ainda faz falta uma sensibilização mais efetiva da populacao brasileira, porque é importante saber que não se fala somente português no Brasil. Inclusive, as populacoes imigrantes podem contribuir com novos conhecimentos nas universidades, escolas e ambientes de trabalho. Há  haitianos que chegam ao Brasil falando três ou quatro línguas por exemplo.

Para os que queiram saber mais sobre as línguas faladas no Brasil e no mundo, é recomendável a leitura do artigo da pesquisadora Rosângela Morello (IPOL):

http://www.scielo.br/pdf/rbepop/2016nahead/0102-3098-rbepop-2016a0041.pdf

Os mapas do viajante Curt Nimuendaju nos fornecem uma visão panorâmica das línguas e povos indígenas no Brasil:

https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=214278
E também são válidos os grupos de discussão nas redes sociais:

https://www.facebook.com/groups/1224243334268399/

https://www.facebook.com/groups/languagerights.derechoslinguisticos/

 

Línguas, culturas, fronteiras

Línguas, culturas, fronteiras

“Eu não preciso estar sem as minhas roupas para afirmar a minha identidade indígena”, “África não é um país” “Não se fala somente português e espanhol na América Latina”… O que essas frases querem dizer?

A primeira impressão é a de que cada vez que damos um zoom, ou seja, quando tratamos de observar algo mais de perto, redefinimos os nossos conceitos. Isso, na realidade, é um exercício de alteridade, de (re)conhecimento do outro.

Essa publicação, que está vinculada aos encontros do grupo de Transculturalidade da UNILA (Projeto de extensão: PROEX-UNILA (Parceria com o NTF) A diversidade na escola), propõe discutir sobre esse processo e como nós podemos nos valer disso para enriquecer as nossas experiências.

Vamos, então, tentar fazer esse exercício de zoom com alguns mapas.

O primeiro mapa mostra a divisão política atual dos países latino-americanos. Agora, vejamos um mapeamento do mesmo continente, do ponto de vista linguístico.
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http://cdn3.vox-cdn.com/assets/4700766/Human_Language_Families_Map.PNG

Quais seriam as diferenças encontradas se comparamos os dois mapas? Por que isso se dá?

Poderíamos dizer que o primeiro mapa – o político – nos mostra apenas as divisões, fronteiras entre nações construídas há pouco tempo. Já o segundo mapa – linguístico – nos permite observar a diversidade linguística e cultural, sem limitar a fronteiras políticas, já que a língua e a cultura não obedecem essas fronteiras. Passar do primeiro para o segundo mapa é um verdadeiro exercício de zoom, de ampliar nosso olhar, ou uma forma de nos aproximarmos mais das pessoas que vivem nessas regiões.

O que queremos dizer com isso? Que só existem fronteiras entre Estados? Pelo contrário. Também existem fronteiras entre as línguas, principalmente quando pertencem às mesmas famílias linguísticas, mas são fronteiras que exigem um esforço maior para detectar, um zoom mais “fino”.

O português e o espanhol são línguas da mesma família, a românica e, por essa razão, no segundo mapa a cor azul, que identifica essa família, predomina no que conhecemos como América Latina. Em regiões fronteiriças latino-americanas, por exemplo, há muitos contextos nos quais há intercompreensão entre o português e o espanhol. Em geral, as pessoas, quando querem se comunicar, tendem a fazer um esforço comunicativo, por meio de gestos, diminuindo o ritmo da sua fala, etc. Quando atravessamos uma fronteira caminhando ou viajando de barco, já nos damos conta de que as divisões políticas mais atrapalham do que ajudam a compreender a diversidade linguística e cultural.

O grande nó dessa relação entre línguas e fronteiras é o fato de que muitas vezes a construção das divisões políticas dos Estados se baseou numa afirmação falsa: a de que um Estado tem de ter uma só língua. Esse movimento se fez muito presente em diversos países que se formaram na Europa. Suas origens estão relacionadas a correntes de pensamento ligadas ao romantismo alemão. Por séculos, os estudos sobre língua e cultura se basearam nessa afirmação falsa, pensando que um povo tem uma única língua e que, se esse povo deixa de falar a sua língua, perde a sua cultura.

Como existem muitas formas de transmissão de conhecimentos, uma pessoa pode aprender práticas da sua comunidade por meio da culinária, de danças, da produção de artesanatos, etc. Portanto, a língua é um dos muitos modos de transmissão de conhecimentos. Não é o único. E isso pode nos ajudar a compreender comunidades imigrantes, por exemplo, que nem sempre seguem falando a sua língua (alemão, italiano, japonês, etc) mas que seguem afirmando suas identidades por meio de outras linguagens (corporal, visual, etc). Está sendo produzido, por exemplo, o documentário “Receitas da memória”, com comunidades imigrantes de Santa Catarina:

http://e-ipol.org/em-cena-o-documentario-do-ipol-sobre-linguas-receitas-e-memorias/


Por que é importante, nos dias atuais, problematizar essas divisões dos Estados?

As pessoas talvez nunca se deslocaram tanto como hoje, dentro da lógica conhecida como globalização. Nossa educação deve preparar as pessoas para que saibam lidar de modo positivo com essa diversidade linguística que elas poderão encontrar. As pessoas podem desenvolver as habilidades de se comunicar em contextos onde não se fala a sua primeira língua. No caso do Brasil, por exemplo, devemos partir do ponto de que não se pode pensar que se fala somente português num território tão grande. Sempre houve contato entre diferentes povos e culturas. O terceiro mapa, logo abaixo, propõe zonas baseadas nos relações, nem sempre harmoniosas, entre povos africanos, indígenas e imigrantes (afroamerica, indoamerica e euroamerica, respectivamente). No futuro, parece que não será diferente. O importante é termos consciência dessa realidade que é o contato constante com outras línguas e culturas e de que os preconceitos são aprendidos. Isso quer dizer que podemos reduzir preconceitos por meio da educação.

 Convite para um Exercício:

Para ganhar mais visibilidade, muitos povos indígenas começaram a fazer vídeos sobre seu cotidiano, de modo a evitar imagens mais preconceituosas veiculadas por outros canais. Educadores de escolas públicas estão se valendo  desses vídeos para produzir outros materiais, com base na reflexão dos seus alunos. Seria, então um exercício de zoom sobre outros povos e sobre si mesmo.

1) Assista ao vídeo “Das  crianças Ikpeng para o mundo” e, em seguida, “De algum lugar do mundo para as crianças Ikpeng“.

2) Outra atividade significativa é a utilização de tecnologias gratuitas para a produção de materiais dos próprios professores. Em São Paulo, um grupo de educadoras e educadores fez esse exercício de zoom sobre os nomes dos lugares, especialmente bairros de São Paulo. Nesse caso, as educadoras e os educadores percorreram a memória que os mais velhos têm sobre o lugar e como ele é atualmente, provando que o estudos dos nomes pode ser uma ferramenta interessante para que as escolas investiguem a sua própria realidade.

3) Tendo em vista esses tipos de iniciativas, como você proporia atividades educativas que sejam significativas para a sua comunidade escolar?

Suraraita resewa

Antonio Neto rupi

Siia mira ukuntai paa:

-Jesuitaita taurasu kua nheenga, tauseruka nheengatu, te parana pixuna kiti arupi.

Ee, taurasu kua nheenga tauseruka “brasilica” u “lingua geral” te Amazunia pitera: ta ti tausika rio negro upe. Kua nheenga uri wa Tupi rupita usika mikiti kariwaita, asui regataoita rupi, umendari kuera wa kunha makuita irumu.

Maranta puranga yasikari suraraita resewara?

Nhanse aitenhaa ukiriaiwa kua “nheengatu”, maye yepe nheenga Brasil wara.

http://etnolinguistica.wdfiles.com/local–files/biblio%3Amagalhaes-1876-selvagem/magalhaes_1876_o_selvagem.pdf

Suraraita tauyumunha Brasil upe arire Grao-Para uyumuatiri Brasil irumu, 1823 rame. Nhaa tempu, kua imperio umundu siia mira umunha arama kua kariwa tauseruka “fortaleza” kariwa nheenga rupi. Ape, siia kariwa usu upuraki arama surara yawe.

Asui, kua suraraita umuturusu, mase imperio upurai umupawa siia maramunhaita uyupiru wa Brasil upe. Aite nhaa suraraita umanu wa siia mira pirasuwa. Aite nhaa suraraita uyuka siia makuita tendawa sui te maramunhaita amuita tetamawasu, maye usasa Guerra do Paraguai rame.

Umuyereu arama makuita suraraita rupi, yepe kariwa puxiwera serawa Couto de Magalhaes umunha yepe papera lingua geral resewara. Ae uputari umbue kua nheenga panhe makuita supe arama. Arire, kua makuita usu uyumbue kariwa nheenga. Aite kua apiga, Couto de Magalhes ukiriari kua “nheengatu”: nheeng + katu (nheenga puranga umuyereu arama makuita suraraita rupi).

Marese, mairame siia mira unhee paa nheengatu yepe nheenga Brasil wara, yande tenki yamanduari kua umbembeusawa, suraraita resewara. Maye taa makuita usasa, arire ainta uri te maramunhaita?

Kuaye, siia surara maku usu kua Guerra do Paraguai.

“Yasu yamunha kuaye. Tirame, yasu yayuká panhe makuita maye Argentina yawe. Yasu yaparawaka, nhanse aikue mukui parawakasa nhuntu.” Yawe umbeu Couto de Magalhaes yepe papera useruka “O selvagem” rese.

Yawe, siia makuita umanu Guerra do Paraguai irumu.

Surara Brasil waraita umukaturu makuita Brasil imperio sui. Marese, ta uriku siia kuasa makuita resewara. Aite nhaa suraraita ukiriari SPi yuìri. Marechal Rondon uyupiru kua SPi umundu arama makuita tawawasu kiti. Arire SPi, siia maku umuyereu “brasileiro” rupi.
Te uyi ara, ainta upuraki makuita ruaki. Ma, kuiri yakua maata tauputari makuita irumu: tauputari umuaiwa makuita!

https://www.youtube.com/watch?v=lwnDo1_4-IA

Ape, remaa katu!

Suraraita maye Couto de Magalhaes, Rondon yawe titaugustari makuita! Taupawa uputari makuita rendawa irumu. Tirame ti aikue maku iwi, kariwaita puxiwera upuderi ukiriari siia tapira, soja irumu. Amuita kariwa tausikari kuri itá uikuwa iwi wirupi.

http://agencia.fapesp.br/a_politica_indigenista_e_o_malogrado_projeto_de_aldeamento_indigena_do_seculo_xix/23471/

Asui 1964 rame, suraraita taurasu yawe. Taumanu siia makuita, maye maa nhaa mira serawa Waimiri Atroari.

Ape, kuiri aikue yepe surara uputariwa uike FUNAi upe. Kua ti puranga. Maa ta umunha yepe surara FUNAi pupe? Usu umunha yepeasu kuxima rame: umusemu makuita sendawaita sui…

https://www.youtube.com/watch?v=d4jB5zTJy_4

Ape, remaa katu suraraita irumu! Maku miraita taukua ana misionarioita ti puranga. Kuiri, yasu yasikari suraraita resewara. Tirame, taurasu umuaiwa siia mira…

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1782194-funai-perde-23-do-orcamento-e-opera-so-com-36-dos-servidores.shtml

Siia maku mira, asui kariwaita titauputari yepe surara maye funai ruixawa yawe. inde ta, maite resendu?

https://docs.google.com/forms/d/1ihQKAKhP1MBT83LgN6b2Mgp16MvrXqrotlzr3FNSN4I/viewform?c=0&w=1