Semântica na Escola

O coletivo Diversidades em Espiral está apoiando o Projeto Semântica na Escola, recém aprovado pelo Edital Aprender na Comunidade da Universidade de São Paulo:

Alunos de graduação, interessados em aplicar conhecimentos de linguística na sala de aula, podem se inscrever para participar como monitores bolsistas do Programa “Aprender na Comunidade”, no projeto “Semântica na Escola”.

Período de inscrição: de 25/03 a 15/04

Data da entrevista: 15/04 a partir das 13:00hs, na sala 133 do prédio de Letras (FFLCH-USP).

Local de inscrição: Secretaria do Departamento de Linguística (FFLCH-USP)

Número de vagas: 2 (duas)

Valor da bolsa: R$ 400,00 mensais

No ato de inscrição:

  1. O aluno deverá informar seu nome e e-mail.
  2. Entregar uma carta de intenções onde explicite seus interesses acadêmicos e suas expectativas em relação ao projeto.
  3. Os itens 1 e 2 deverão também ser enviados para o e-mail mmfreitas@gmail.com até a data máxima para a inscrição.

Requisitos:

  • O aluno interessado deverá ter cursado, no mínimo, quatro semestres da graduação em Letras, preferencialmente com habilitação em Linguística.

Funções dos monitores bolsistas:

  • Participar das reuniões de planejamento e avaliação;
  • Auxiliar na aplicação de atividades e jogos em sala de aula;
  • Elaborar relatórios sobre essas atividades.

A intervenção em sala de aula será quinzenal e as reuniões, para planejamento e entrega de relatórios, serão também quinzenais, intercaladas com as intervenções em sala de aula. O calendário será definido em conjunto.

Detalhes do projeto: projeto aprender na comunidade

Até lá!

Marcela Freitas & Lucas Ciola

Mestrandos da Pós-Graduação em Linguística

Drª Ana Müller

Docente da Pós-Graduação em Linguística-USP

Apoio: Coletivo Diversidades em Espiral.

Arte urbano y lenguas indígenas

Mucho se habla de las lenguas amenazadas, casi siempe en el tono pesimista de que parece que hay espacios restringidos, demasiado cerrados, para cada una de las lenguas del mundo. Pero, cuando nos dejamos llevar por la creatividad, las lenguas transpasan las fronteras impuestas como la norma, la escuela, e incluso los Estados nacionales. Las prácticas del Street Art han sido muy significativas en Latinoamérica. En la tierra donde se respira lucha, se crearon diversas tradiciones, quizá influídas por las vanguardias surrealistas. Es el ejemplo de los muralistas mexicanos y chilenos.
Hace poco tiempo algunos artistas encontraron en intervenciones derivadas de estos muralismos, un espacio de visibilidad para los pueblos originarios y sus luchas.
 

Lengua kakchikel, en Guatemala

En Brazil hay prácticas que derivan del movimiento llamado “pixação”, como los graffitis del reconocido artista Crânio y muchísimos otros. La artista Ya!, por ejemplo, dibuja especies de plantas en riesgo de desaparición y parejas indígenas, de diferentes pueblos originarios. En uno de sus trabajos, en una escuela secundaria pública de São Paulo, hay un mensaje en nheengatu, una de las más de 200 lenguas habladas en Brasil. En este mensaje, un pedido para que las guerras desaparzecan y que, inversamente, para que la pasión florezca: inde remusuri se piá, lo puede significar “alegraste mi corazón”…

Yá! São Paulo Brasil
Con el reto de tornar la ciudad más colorida, los dos integrantes del movimiento boliviano Kocha se raya también han podido traer cuestiones relacionadas a la diversidad cultural paralos muros. Desafortunadamente, el principal reto es defenderse de las prejuiciosas criminalizaciones, que han creado dificultades para la expresión de la creatividad que se manifiesta en las zonas urbanas.
  La pareja Kocha se raya – Cochabamba, Bolívia

 

Una de las potencialidades del Arte urbano es justo su capacidad de revitalización de temas en el paisaje urbano. Argentina es un país conocido por uno de los más terribles genocidios de los pueblos originarios. El uso de stencil en runasimi (más conocida como lengua quéchua) ha sido muy significativo en el proceso de reversión de los prejuicios hacia los indígenas.

El quichua argentino – Argentina

Además de la preocupación con la lengua bien hablada, con la moral y las buenas costumbres, las lenguas originarias nos enseñan que el camino es la creatividad: arte urbano, graphic novels, cartoneras, animaciones. La capacidad humana de crear nos lleva más allá de las cartillas de lectoescritura…

As línguas do Brasil de hoje

Por Antônio Neto

 

Quantas são as línguas do Brasil? 

Se fossemos responder a isso rapidamente sentiríamos estar em uma enrascada, porque as línguas dependem muito de seus falantes para existir. Isso quer dizer que as línguas podem se deslocar no espaço e não possuem, portanto, um espaço delimitado num país.

Os processos coloniais, por exemplo, sempre fizeram com que línguas muito distantes entre si tivessem contatos e conflitos. No Brasil, por exemplo, temos o caso emblemático das línguas gerais paulista e amazônica formadas com base no encontro da língua dos Tupinambás e Guaranis com o português. Vale destacar aqui que a palavra nheengatu, comumente usada em muitos textos escritos sobre esse tema, só iria aparecer em meados do século XIX, dentro de um projeto nacionalista do Brasil Império, proposto pelo então General Couto de Magalhães.

nimuendaju.php.jpg

Esse tipo de processo histórico fez com que o português falado no Brasil (ou português brasileiro) se distanciasse bastante do português falado pelos portugueses (ou português europeu). Pode-se dizer com certa segurança que estas línguas gerais foram mais faladas que o português nos territórios colonizados por Portugal na América do Sul até a expulsão dos jesuítas, em meados do século XVIII.

Após isso e até os dias atuais, o português foi se tornando obrigatório como língua de instrução para indígenas e não indígenas. Houve, além disso, políticas de embranquecimento da sociedade brasileira, impulsionadas na virada do século XIX para o XX, trouxeram como consequência a presença de muitas famílias falantes de línguas asiáticas e europeias como o árabe, o japonês, o alemão e o italiano.

Então seria melhor refazer a pergunta para algo assim: Quantas línguas são faladas no Brasil? 

Para responder a essa pergunta podemos acessar a um importante trabalho publicado no ano de 2010, o primeiro Censo Linguístico realizado pelo IBGE com base em entrevistas com falantes das línguas identificadas. Gracas a isso temos uma estimativa mais próxima da realidade, que salta aos olhos de muitos brasileiros: 274 línguas indígenas faladas por indivíduos pertencentes a 305 etnias diferentes

Outro fato que merece destaque no início do século XXI é o movimento de co-oficialização de línguas, algo que gera visibilidade a muitas línguas que são desconhecidas pela população em geral. Este tipo de acoes mostram que hoje em dia já não se alfabetiza apenas em português no Brasil, porque as comunidades que se identificam com outra língua possuem o direito de escolher sua língua de instrução, assim como os alunos surdos tem o direito de receber uma educação bilíngue nas escolas públicas e privadas.

 

Línguas_cooficiais_do_Brasil.jpg

Desde meados do século XXI há havido esforços parta documentar toda informação a respeito das línguas no Brasil por instituições públicas ou não, como no caso do IPHAN e do IPOL, respectivamente.

portugues_refugiados_acnur.jpg

As imigrações crescentes nos últimos 10 anos têm trazido uma nova dinâmica para cidades como São Paulo e Manaus. Novas funções também surgem para o português falado no Brasil, agora também como língua estrangeira. Instituições supranacionais como a ACNUR tem oferecido apoio a essas populações, mas ainda faz falta uma sensibilização mais efetiva da populacao brasileira, porque é importante saber que não se fala somente português no Brasil. Inclusive, as populacoes imigrantes podem contribuir com novos conhecimentos nas universidades, escolas e ambientes de trabalho. Há  haitianos que chegam ao Brasil falando três ou quatro línguas por exemplo.

Para os que queiram saber mais sobre as línguas faladas no Brasil e no mundo, é recomendável a leitura do artigo da pesquisadora Rosângela Morello (IPOL):

http://www.scielo.br/pdf/rbepop/2016nahead/0102-3098-rbepop-2016a0041.pdf

Os mapas do viajante Curt Nimuendaju nos fornecem uma visão panorâmica das línguas e povos indígenas no Brasil:

https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=214278
E também são válidos os grupos de discussão nas redes sociais:

https://www.facebook.com/groups/1224243334268399/

https://www.facebook.com/groups/languagerights.derechoslinguisticos/

 

Línguas, culturas, fronteiras

Línguas, culturas, fronteiras

“Eu não preciso estar sem as minhas roupas para afirmar a minha identidade indígena”, “África não é um país” “Não se fala somente português e espanhol na América Latina”… O que essas frases querem dizer?

A primeira impressão é a de que cada vez que damos um zoom, ou seja, quando tratamos de observar algo mais de perto, redefinimos os nossos conceitos. Isso, na realidade, é um exercício de alteridade, de (re)conhecimento do outro.

Essa publicação, que está vinculada aos encontros do grupo de Transculturalidade da UNILA (Projeto de extensão: PROEX-UNILA (Parceria com o NTF) A diversidade na escola), propõe discutir sobre esse processo e como nós podemos nos valer disso para enriquecer as nossas experiências.

Vamos, então, tentar fazer esse exercício de zoom com alguns mapas.

O primeiro mapa mostra a divisão política atual dos países latino-americanos. Agora, vejamos um mapeamento do mesmo continente, do ponto de vista linguístico.
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http://cdn3.vox-cdn.com/assets/4700766/Human_Language_Families_Map.PNG

Quais seriam as diferenças encontradas se comparamos os dois mapas? Por que isso se dá?

Poderíamos dizer que o primeiro mapa – o político – nos mostra apenas as divisões, fronteiras entre nações construídas há pouco tempo. Já o segundo mapa – linguístico – nos permite observar a diversidade linguística e cultural, sem limitar a fronteiras políticas, já que a língua e a cultura não obedecem essas fronteiras. Passar do primeiro para o segundo mapa é um verdadeiro exercício de zoom, de ampliar nosso olhar, ou uma forma de nos aproximarmos mais das pessoas que vivem nessas regiões.

O que queremos dizer com isso? Que só existem fronteiras entre Estados? Pelo contrário. Também existem fronteiras entre as línguas, principalmente quando pertencem às mesmas famílias linguísticas, mas são fronteiras que exigem um esforço maior para detectar, um zoom mais “fino”.

O português e o espanhol são línguas da mesma família, a românica e, por essa razão, no segundo mapa a cor azul, que identifica essa família, predomina no que conhecemos como América Latina. Em regiões fronteiriças latino-americanas, por exemplo, há muitos contextos nos quais há intercompreensão entre o português e o espanhol. Em geral, as pessoas, quando querem se comunicar, tendem a fazer um esforço comunicativo, por meio de gestos, diminuindo o ritmo da sua fala, etc. Quando atravessamos uma fronteira caminhando ou viajando de barco, já nos damos conta de que as divisões políticas mais atrapalham do que ajudam a compreender a diversidade linguística e cultural.

O grande nó dessa relação entre línguas e fronteiras é o fato de que muitas vezes a construção das divisões políticas dos Estados se baseou numa afirmação falsa: a de que um Estado tem de ter uma só língua. Esse movimento se fez muito presente em diversos países que se formaram na Europa. Suas origens estão relacionadas a correntes de pensamento ligadas ao romantismo alemão. Por séculos, os estudos sobre língua e cultura se basearam nessa afirmação falsa, pensando que um povo tem uma única língua e que, se esse povo deixa de falar a sua língua, perde a sua cultura.

Como existem muitas formas de transmissão de conhecimentos, uma pessoa pode aprender práticas da sua comunidade por meio da culinária, de danças, da produção de artesanatos, etc. Portanto, a língua é um dos muitos modos de transmissão de conhecimentos. Não é o único. E isso pode nos ajudar a compreender comunidades imigrantes, por exemplo, que nem sempre seguem falando a sua língua (alemão, italiano, japonês, etc) mas que seguem afirmando suas identidades por meio de outras linguagens (corporal, visual, etc). Está sendo produzido, por exemplo, o documentário “Receitas da memória”, com comunidades imigrantes de Santa Catarina:

http://e-ipol.org/em-cena-o-documentario-do-ipol-sobre-linguas-receitas-e-memorias/


Por que é importante, nos dias atuais, problematizar essas divisões dos Estados?

As pessoas talvez nunca se deslocaram tanto como hoje, dentro da lógica conhecida como globalização. Nossa educação deve preparar as pessoas para que saibam lidar de modo positivo com essa diversidade linguística que elas poderão encontrar. As pessoas podem desenvolver as habilidades de se comunicar em contextos onde não se fala a sua primeira língua. No caso do Brasil, por exemplo, devemos partir do ponto de que não se pode pensar que se fala somente português num território tão grande. Sempre houve contato entre diferentes povos e culturas. O terceiro mapa, logo abaixo, propõe zonas baseadas nos relações, nem sempre harmoniosas, entre povos africanos, indígenas e imigrantes (afroamerica, indoamerica e euroamerica, respectivamente). No futuro, parece que não será diferente. O importante é termos consciência dessa realidade que é o contato constante com outras línguas e culturas e de que os preconceitos são aprendidos. Isso quer dizer que podemos reduzir preconceitos por meio da educação.

 Convite para um Exercício:

Para ganhar mais visibilidade, muitos povos indígenas começaram a fazer vídeos sobre seu cotidiano, de modo a evitar imagens mais preconceituosas veiculadas por outros canais. Educadores de escolas públicas estão se valendo  desses vídeos para produzir outros materiais, com base na reflexão dos seus alunos. Seria, então um exercício de zoom sobre outros povos e sobre si mesmo.

1) Assista ao vídeo “Das  crianças Ikpeng para o mundo” e, em seguida, “De algum lugar do mundo para as crianças Ikpeng“.

2) Outra atividade significativa é a utilização de tecnologias gratuitas para a produção de materiais dos próprios professores. Em São Paulo, um grupo de educadoras e educadores fez esse exercício de zoom sobre os nomes dos lugares, especialmente bairros de São Paulo. Nesse caso, as educadoras e os educadores percorreram a memória que os mais velhos têm sobre o lugar e como ele é atualmente, provando que o estudos dos nomes pode ser uma ferramenta interessante para que as escolas investiguem a sua própria realidade.

3) Tendo em vista esses tipos de iniciativas, como você proporia atividades educativas que sejam significativas para a sua comunidade escolar?

Suraraita resewa

Antonio Neto rupi

Siia mira ukuntai paa:

-Jesuitaita taurasu kua nheenga, tauseruka nheengatu, te parana pixuna kiti arupi.

Ee, taurasu kua nheenga tauseruka “brasilica” u “lingua geral” te Amazunia pitera: ta ti tausika rio negro upe. Kua nheenga uri wa Tupi rupita usika mikiti kariwaita, asui regataoita rupi, umendari kuera wa kunha makuita irumu.

Maranta puranga yasikari suraraita resewara?

Nhanse aitenhaa ukiriaiwa kua “nheengatu”, maye yepe nheenga Brasil wara.

http://etnolinguistica.wdfiles.com/local–files/biblio%3Amagalhaes-1876-selvagem/magalhaes_1876_o_selvagem.pdf

Suraraita tauyumunha Brasil upe arire Grao-Para uyumuatiri Brasil irumu, 1823 rame. Nhaa tempu, kua imperio umundu siia mira umunha arama kua kariwa tauseruka “fortaleza” kariwa nheenga rupi. Ape, siia kariwa usu upuraki arama surara yawe.

Asui, kua suraraita umuturusu, mase imperio upurai umupawa siia maramunhaita uyupiru wa Brasil upe. Aite nhaa suraraita umanu wa siia mira pirasuwa. Aite nhaa suraraita uyuka siia makuita tendawa sui te maramunhaita amuita tetamawasu, maye usasa Guerra do Paraguai rame.

Umuyereu arama makuita suraraita rupi, yepe kariwa puxiwera serawa Couto de Magalhaes umunha yepe papera lingua geral resewara. Ae uputari umbue kua nheenga panhe makuita supe arama. Arire, kua makuita usu uyumbue kariwa nheenga. Aite kua apiga, Couto de Magalhes ukiriari kua “nheengatu”: nheeng + katu (nheenga puranga umuyereu arama makuita suraraita rupi).

Marese, mairame siia mira unhee paa nheengatu yepe nheenga Brasil wara, yande tenki yamanduari kua umbembeusawa, suraraita resewara. Maye taa makuita usasa, arire ainta uri te maramunhaita?

Kuaye, siia surara maku usu kua Guerra do Paraguai.

“Yasu yamunha kuaye. Tirame, yasu yayuká panhe makuita maye Argentina yawe. Yasu yaparawaka, nhanse aikue mukui parawakasa nhuntu.” Yawe umbeu Couto de Magalhaes yepe papera useruka “O selvagem” rese.

Yawe, siia makuita umanu Guerra do Paraguai irumu.

Surara Brasil waraita umukaturu makuita Brasil imperio sui. Marese, ta uriku siia kuasa makuita resewara. Aite nhaa suraraita ukiriari SPi yuìri. Marechal Rondon uyupiru kua SPi umundu arama makuita tawawasu kiti. Arire SPi, siia maku umuyereu “brasileiro” rupi.
Te uyi ara, ainta upuraki makuita ruaki. Ma, kuiri yakua maata tauputari makuita irumu: tauputari umuaiwa makuita!

https://www.youtube.com/watch?v=lwnDo1_4-IA

Ape, remaa katu!

Suraraita maye Couto de Magalhaes, Rondon yawe titaugustari makuita! Taupawa uputari makuita rendawa irumu. Tirame ti aikue maku iwi, kariwaita puxiwera upuderi ukiriari siia tapira, soja irumu. Amuita kariwa tausikari kuri itá uikuwa iwi wirupi.

http://agencia.fapesp.br/a_politica_indigenista_e_o_malogrado_projeto_de_aldeamento_indigena_do_seculo_xix/23471/

Asui 1964 rame, suraraita taurasu yawe. Taumanu siia makuita, maye maa nhaa mira serawa Waimiri Atroari.

Ape, kuiri aikue yepe surara uputariwa uike FUNAi upe. Kua ti puranga. Maa ta umunha yepe surara FUNAi pupe? Usu umunha yepeasu kuxima rame: umusemu makuita sendawaita sui…

https://www.youtube.com/watch?v=d4jB5zTJy_4

Ape, remaa katu suraraita irumu! Maku miraita taukua ana misionarioita ti puranga. Kuiri, yasu yasikari suraraita resewara. Tirame, taurasu umuaiwa siia mira…

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1782194-funai-perde-23-do-orcamento-e-opera-so-com-36-dos-servidores.shtml

Siia maku mira, asui kariwaita titauputari yepe surara maye funai ruixawa yawe. inde ta, maite resendu?

https://docs.google.com/forms/d/1ihQKAKhP1MBT83LgN6b2Mgp16MvrXqrotlzr3FNSN4I/viewform?c=0&w=1

Maye taá yapuderi yapurungitá nheengatu?

Maye taá yapuderi yapurungitá nheengatu?

YEPÉ Mbuesawa ruka: iwasusaita
Mbuesawa rukaita, maãta amuita tauseruka “escola”, uyuíri uyumbue maku nhaeengaita, ariré makuita mirasaita taumaramunha yane rendawaita. Escolaita upe puranga yakuntari yane nheenga, mã mimi siia iwasusá uyukiriari: maãta yamupinima yane nheenga? Maãta paperaita yasu yausári? Mayeta yasu yayumbue panhe disciplina (maye maã: matemática, química, biología, etc) yane nheenga ipupe arama? Yawerame umbuesaraita taupuraki siia viaji mupinimasá irumu, iwasu píri yayumbue arã nheengatu yepé escola pupe. Kua escola nungara irumu yariku waa uyí, iwasu yakuntari arã nheengatu, nhansé kuaita escola tauikú kariwa akanga irumu. Yepe yepe escola umunhã amurupi, mã siia taupurakire kariwa akanga irumu. Kariwa akangaita uyusikindá mukui manungara: mupinimasá, asuí avaliaçãoita. Mã, mairamé yayumbue yepe nheenga, kuntarisá puranga píri mupinimasá suí. Mairamé yanaséri, yakuntari yane nheenga yepesá. Ariré, yapuderi yayumbue yamupinima tá rupi. Ape, yande tenki yapurungitá nheengatu. Yawe yasu yakunheseri puranga nheengatu. Yawe, nheengatu uikú kuri yane akanga resé! Yaseruka fluência kariwa ta nheenga rupi, mairamé yepé nheenga uikú yané akanga resé. Aite kua yasu yasika: fluência.
MUKUI Resú awá upurungitá nheengatu píri
Resika ramé fluência nheengatu rupi, resú makuita píri. Resú makuita piterupi.Mã, remaã katu ne suí: inde tenki resú makiti miraita taupurungita nheengatu, asuí inde tenki rekuntari nheengatu ta irumu. Marantaa? Nhanse panhe mira upurungita wa nheengatu, upurungita português yuíri. Yawewa rupi, siia viaji, miraita upurungitá português nhuntu, ma taukuntai nheengatu rupi. Mairamé yasu kuera Rio negro upe, apurungitá nheengatu miraita tá supe arama, ma siia tausuaxara português rupi ixe arã. Mã, arasú apurungitá-purungitá nheengatu nhuntu. Tiramé, yapurungitá kuera português nhuntu tá irumu. Aite kua usasá mairamé yepé mirasá uikú tisáwa upurungitá arã yepé nheenga. Aikue mukui tisáwa nungara: a) nhaa mairamé yepé mirasá uikú tisáwa inheenga resé; b) nhaa mairamé yepé mira uyumbue uikú yepé nheenga. Ape, inde reputari ramé repurungitá nheengatu, tererikú tisáwa repurungitá arã. Asuí, rerasú repurungitá nheengatu rupi nhaa miraita tausuaxara português rupi!
 MUSAPÍRI Resendu maye mirasaita taupurungita
Inde reputari rame repurungita nheengatu, inde tenki remusarai kua nheenga irumu. Teremaãkatu maye ta repurungitá nheengatu. Remaã katu mayeta makuita taupurungita. Yawe, inde tererikú tisáwa. Asuí, resú reyumbue siia nheengaita pisasuwa, kariwa tauseruka wa vocabulário. Sepisasu retana ramé resú te Amazunia kiti, remaã videoita tauikú wa internet upe. Youtube upe, aikue videoita nheengatu rupi. Mairamé yasendu mayeta mirasaita taupurungita  retana yayumbue kuaye! Kuaita nheenga usú ne akanga resé! Mã, remaã katu ne suí: teremunhã traduçao, ne mairamé! Resendu, asuí rekuntari nhuntu!
IRUNDÍ Reyumbue nheengatu muíri ara
Inde reputari ramé repurungita nheengatu, repurungitá xinga muíria ara. Remaã videoita muíri ara. Reikú ramé yepé tendawa upurungitá nheengatu upewa, rekuntari muíri ara nheengatu rupi. Mairamé yaxári yakuntari, yané resarai nheengaita. Ape, rerasú runde kiti! Terepáwa reuyumbue! Rembúri yepé tempu xinga ne agenda resé, repurungitá arã nheengatu muíri ara.
Iké aikue linkita mame yapuderiã yasendu, asuí yamaã maye ta mirasaita taupurungitá nheengatu:

 Ike aikue linkita mame yapuderiã yakunheseri miraita upurungita wa nheengatu, facebook rupi:



Té kuri mirim

Nheenga raiti

Antônio Neto rupi

Yaseruka nheenga raiti nhaa purakisawa nhaa mirasá serawa Maori tá uyupiru kwera, 1980 ramentu. Kwa “nheenga raiti” úrite maori nheenga, useruka “kōhanga reo” kwa nheenga rupi. Maoiri yepé mirasá tá uviveriwa paranãwasu serawa Pacífico upé. Aite kwa yepe proposta mamé umbuesaraita ta uyumbue maori nheenga tainaita supe arama.

Ape, kwaita taina uyupiru usendu maori nheenga bebe sui, té mairame ta upitá kurumi u kunhatai, mairamé ta uriku kwera 6 u 7 akayú.  Kwaita umbuesawa rupi, umbuesaraita upurungita panhe maori nheenga rupi, muiri ara. Yawe yaseruka yuíri imersao, kariwa nheengaita rupi. Ape, ti aikwe tradusao!

Maranta puranga píri yamunha arama nheenga raiti yawe?

Yawe puranga nhanse tainaita, mairame taunaseri, ta ti tauparawaka ta nheenga. Ta tiuriku yuíri prekonceitu nheengaita resewa. Yawewa rupi, aite kwa hora yapuderi yapurungita yane nheenga yaparawakawa yane tainaita supe arama. Asuí, tainaita tauyumbue kutara piri panhe nheenga kwa akayuita rupi.

Mayetaa yapuderi yamunha yawe?

Ne tendawa tenki uparawaka maata nheenga tainaita upurungita kuri. Ariré, yaparawaka muiri hora tainaita usendu kuri kwa nheenga tendawa uparawakawa. Puranga píri taina usendu rame kwa nheenga nhuntu, ma, mairame ne tendawa upurungitá píri yepé kariwa nheenga ne nheenga suí, ape, tainaita tenki uriku musapiri hora u siia amuita, muiri ara. Kwaita musapiri hora rupi, tausendu ne nheenga nhuntu. Pukusá táusendu, tá uyupiru taupurungitá ne nheenga kwaíra. Mairamé táupurungitá, umbuesaraita tenki urasu runde kiti: umbuesaraita tenki usuaxara ne nheenga nhuntu. Ape, tainaita upuderiã ukuntari ne nheenga rupi. Mairamé tainaita taupurungitá uiku, puranga píri si tá manha, asuí tá paya upurungitá tá irumu kwa nheenga rupi. Amuramé, tápaya, támanha yuíri tiwa taupurungitá. Ape, tainaita upuderi usika suka upe, ape aite uyumbuewa kwa nheenga táanamaita supe arama! Yakwa rame yané nheenga kwaíra, yapuderiã yayumbue kwaíra…

Mamé taá yamunhã yané nheenga raiti?

Remunhã yepé tetama ne tendáwa umaã puranga píri wa. Ti urikute escola (umbuesawa ruka) upé. Repuderi remunhã igarapé upé, yepé paranã rimbiwa upé, yepé maloka… mamé tuyuita uparawaka… Upitá puranga remunhã ramé yepé tetama upewa mairamé aikwe siia kwasá ne kitiwara suiwara (mayé maã: kupixáwa, uka, tupáuku, siia amuita).

Maméta ne tuyuita umbeu uikú umbeumbeusawaita? Repuderi remunhã mimi!

Reputari ramé rekwá píri nheenga raiti resewa, remaã kwaita video: